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Vale De Anta

Vale De Anta

Presépio Vencedor.

Pelo que pude constatar, os presépios de musgo estão a desaparecer. As pessoas optam por colocar somente as três figuras principais do presépio. Estas são as fotos do vencedor. Encontrei-o em casa do Álvaro e da LuÍsa . Pelo que me contaram ele faz o presépio todos os anos. Parabéns pela persistência.

 

                 Presépio do Álvaro, Luisa, Ritinha e Alexandra.

A arte de fazer o fumeiro.

O fumeiro é uma iguaria tradicional em Trás-os-montes . As fotos seguintes retratam as várias tarefas necessárias para a obtenção de saborosas alheiras, salpicões, linguiças, etc.

A primeira tarefa consiste em cortar as carnes do porco e coloca-las em vinho durante algum tempo.

   

De seguida colocam-se as carnes no interior das tripas (encher)

 

Depois apertam-se com linhas as extremidades das tripas.

Por fim, é necessário colocar os enchidos nos lareiros para que estes fumem como manda a tradição. Hoje, estas experientes senhoras fizeram 120 salpicões em poucas horas.

MOINHO DE VALDANTA.

Isto é o que resta de um velho moinho que se localiza em Valdanta perto do Outeiro Machado. Junto a ele, corre um pequeno ribeiro que, em tempos, fornecia a água que fazia mover a mó que triturava o centeio e o milho. Este centeio era depois utilizado para fazer pão e farelo para os animais.

 

 

 

 

 

Nesta última foto podemos ver o canal em pedra por onde entrava a água no moinho.

E o soleiro. Alguém se lembra?

O soleiro é um pequeno monte situado no Povo de Valdanta. Era um dos locais preferidos da rapaziada para jogar às escondidas, brincar aos índios e cowboys e todo o tipo de brincadeiras. Subíamos às árvores, íamos aos ninhos, era uma paródia. Actualmente já não tem tantas árvores e a rapaziada dos nossos dias prefere jogar playstation a explorar e aproveitar cada recanto da nossa aldeia. Mudam-se os tempos...

                                            Entrada do soleiro

                                           Vista do soleiro

Aldeia da roupa branca.

Antigamente era nestes tanques que as mulheres lavavam a roupa dos seus familiares. Esta era uma tarefa muito desagradável, principalmente, no Inverno. A água chegava muitas vezes a congelar devido às baixas temperaturas que se registavam. Antigamente, os Invernos eram muito mais frios. Segundo me contaram, uma dessas lavadeiras chegou mesmo a morrer de tantas horas passar com as mãos dentro da água gelada. Aqui fica o meu reconhecimento e o meu agradecimento pelo esforço feito pelas mães de Valdanta que tanto sofreram para criar os nossos antepassados. Em tempos difíceis eram muitas vezes elas que conseguiam governar as casas. Nunca vos esqueceremos.

 

                                              Cando

                                                Valdanta

BANQUINHOS DE VALDANTA.

Aqui ficam as fotos de alguns banquinhos espalhados pela nossa freguesia. As velhotas gostam muito de os usar principalmente nos dias de sol. Passam horas a ver quem passa e muitas vezes a cortar na casaca...eh, eh, eh. Ainda me lembro de, há 20 anos atrás, nas noites quentes de verão, passar horas na conversa num desses bancos no largo da taberna. As pessoas de cada zona da aldeia juntavam-se nesses banquitos e era uma animação. Actualmente ainda se usam principalmente no verão quando as noites são mais agradáveis.

                                                Cando

                                                      Valdanta

                                                Granjinha

                                                  Cando

                                                 Valdanta

                                                 Granjinha

                                          Valdanta (Povo)

 

                                Valdanta(largo da taberna)

DREAM TEAM!!!

Em pé da esquerda para a  direita:João Moura e Tiago Moura(netos da Adelaide),Andre(filho da Florinda),Paulo,Cristovão Pereira Alves,Nelson Coelho(filho do rei),Jorge,Carlos Valpaços.

Em baixo da esquerda para a  direita:Rodrigo,Miguel(neto da roucha),Jorge Romão(eu),Carlos(neto da roucha),Gabriel(filho do Zé Galo),Filho da Julia,Artur Valpaços.

Esta foi a equipa sensação do torneio da Páscoa de Valdanta , há uns anos atrás. Nesse ano, merecíamos ganhar o torneiro, mas fomos mais umas vez derrotados pelos velhotes na final. Espero, que em 2007, se volte a realizar este torneio. O convívio é espectacular e encontra-se gente que não se vê há muito tempo.

Zé Tabarneiro e o lobo.

O senhor Zé Tabarneiro era meu avô. Ele era agricultor como a maioria das pessoas de Valdanta . Tinha uma junta de bois. Naquele tempo media-se a riqueza das famílias pelo número de juntas de bois que essa família tivesse. A família mais rica era a do tio Zé Bernardo. Tinha criados e tudo um claro sinal de riqueza para a altura. Produzia grandes quantidades de cereais e outros produtos agrícolas. Mas o meu avô era pobre e para ganhar um dinheirito extra para dar de comer a onze filhos, andava pelas aldeias a ensacar e a vender batatas. Chegava a ir para o Couto, Ardãos e outras aldeias ainda mais distantes. Claro está que naquele tempo não havia transportes e ele deslocava-se a pé. Segundo ele me contou, uns anos antes de falecer, num dia escuro de Inverno ao anoitecer, quando regressava a casa por um dos caminhos que o levavam até Valdanta , apercebeu-se que um lobo o seguia à distância. Claro que o meu avô se arrepiou mas lá foi mantendo a calma. O lobo continuou a acompanha-lo por mais uns metros mas cada vez se aproximava mais. Foi então que o meu avô tomou a decisão de trepar uma árvore. Passou a noite nessa árvore pois o lobo ficou lá de baixo a olhar para ele. No outro dia de manha quando viu que o lobo tinha desistido seguiu a sua viagem.

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