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Vale De Anta

Vale De Anta

Cruzeiro da Abobeleira.

Este é um dos 3 cruzeiros que existem na nossa freguesia.

Cruzeiro é uma cruz geralmente em pedra embora raramente apareça também em madeira, e que normalmente é colocada sobre uma plataforma com alguns degraus ou sobre a extremidade de espigueiros.

Os cruzeiros podem ser de diversas dimensões.

Normalmente os cruzeiros são colocados nos adros das igrejas, cemitérios, lugares elevados ou em encruzilhadas de caminhos.

Existem em grande quantidade em regiões como Portugal, Galiza, Irlanda e Inglaterra.

Pelourinho ou picota são colunas de pedra colocadas em lugar público da cidade ou vila onde era feita justiça. Tinham também direito de pelourinho os grandes donatários, os bispos, os cabidos e os mosteiros, como prova e instrumento da jurisdição feudal. Em Portugal, os pelourinhos ou picotas (esta a designação mais antiga e popular) dos municípios localizavam-se sempre em frente ao edifício da câmara, desde o século XII. Muitos tinham no topo uma pequena casa em forma de guarita, feita de grades de ferro, onde os delinquentes eram expostos à vergonha pública. Noutros locais os presos eram amarrados às argolas e açoutados ou mutilados, consoante a gravidade do delito e os costumes da época.

De estilo românico, gótico ou renascentista, muitos dos pelourinhos em Portugal constituem exemplares de notável valor artístico.

Segundo Alexandre Herculano e Teófilo Braga, os pelourinhos tiveram origem na columna moenia romana que distinguia com certos privilégios, as cidades que os possuiam.

Os pelourinhos normalmente são constituídos por uma base sobre a qual assenta uma coluna ou fuste e terminam por um capitel.

Nalguns pelourinhos, em vez da base construída pelo homem, eram aproveitados afloramentos naturais.

 Ao contrário do que tinha escrito inicialmente neste post não existe nenhum pelourinho na nossa freguesia. Existem 3 cruzeiros. Obrigado ao amigo J. Pereira pelo alerta.

Ilustre Conterrâneo.

Ídolos de Outrora - Pavão

Nasceu em Chaves no ano de 1947. O seu nome completo era Fernando Pascoal das Neves, mas desde cedo lhe puseram a alcunha “Pavão”, porque fintava os adversários com os braços abertos. Deu os primeiros passos no Desportivo local mas ainda com idade de Júnior, António Feliciano, viu nele um talento e levou-o para as Antas. Corria então o ano de 1964.
A chamada à equipa principal do F.C.Porto não tardou, chegando com o tempo a capitão e assumindo-se como a estrela da companhia, facto que só perdeu com a contratação do fantástico Cubillas. Pavão era um ídolo para maior parte dos portistas!
Diz quem o viu jogar que era um jogador genial dotado de uma visão de jogo impressionante e que só o facto de vestir de azul e branco o impediu de atingir uma maior dimensão a nível da Selecção Nacional de futebol.

No dia 16 de Dezembro de 1973, o F.C.Porto recebia o Vitória de Setúbal, equipa treinada por Pedroto, para a 13ª jornada do campeonato. Aos 13 minutos de jogo, quando o FêCêPê já ganhava e as bancadas estavam em festa já que o Vitória era uma das melhores equipas do campeonato, Pavão faz uma abertura para Oliveira e cai inanimado.
Segundo rezam os relatos, ninguém, à excepção do médico do clube, Dr. José Santana, se apercebeu imediatamente da gravidade da situação. O jogador foi transportado de urgência para o hospital onde todas as tentativas para o reanimar não são bem sucedidas. O jogo prosseguiu com informações difusas surgindo via rádio, colocando os portistas presentes no estádio com uma dor no coração. Ao intervalo, aos altifalantes do estádio, apelava-se à calma indicando uma indisposição como razão da ida de Pavão ao hospital. Não se tem a certeza se no início da segunda-parte os jogadores já saberiam do facto consumado, mas o facto é que o jogo decorreu num clima esquisito.
No final do encontro, alguém falou ao estádio através dos altifalantes e confirmou a morte de Pavão. Diz quem lá esteve que foram momentos de arrepiar quando um silêncio sepulcral tomou conta de milhares de pessoas ao mesmo tempo que jogadores e técnicos procuravam consolo no colega mais próximo!
Foi com toda a certeza, o dia mais triste do Estádio das Antas e um dia que muitos portistas não esquecerão!

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